Marcas do destino
carregadas de sentires:
passados, presentes,
expectativas.
Emoções transversas
tomam "o homem"
sem prévio aviso.
Nos caminhos do viver
há muitas rotas:
flores, espinhos,
sol e tempestade.
Nada escapa às câmaras ocultas
do inconciente original.
Contudo os mapas não são o território.
Demolições a parte,
Construções e repaginagens
são os desafios dos viventes.
Coragem!
Paola Caumo
29/09/11
Essa poesia que me habita, me transforma, me incendia, me acalma! É minha alma em palavras, amor em versos.
29.9.11
11.6.11
Inverno
Inverno
Vento frio,
dia chuvoso.
Na alma,
temperatura amena.
No coração,
sempre há calor para florescer:
sem tempo ruim.
Paola Caumo
Vento frio,
dia chuvoso.
Na alma,
temperatura amena.
No coração,
sempre há calor para florescer:
sem tempo ruim.
Paola Caumo
30.4.11
Imortais
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| Isaac Newton - Imagem do Google |
Tragas uma dádiva
ao encontro e sente.
Observes o ambiente,
prepares uma poesia
e aguardes.
Em breve chegarão
muitos magos de séculos passados.
Quais serão tuas indadações?
Em torno de que girará o diálogo
entre os grandes?
Estás preparado para esse embate?
Ou preferes ler um livro,
pesquisar no google,
consultar um conhecido?
Os imortais sempre estão próximos,
mas será que resistes ao intercurso direto?
É uma boa reflexão e,
caso a resposta seja não,
aprofunde-te mais em "tuas" teorias;
prepare-te para o encontro.
Num dia, não muito distante,
esta "conversa" acontecerá.
Paola Caumo
30/04/2011
28.4.11
Busca
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| Imagem do Google |
BUSCA
Quem és tu?
Ser arredio, misterioso, oculto.
És aquele que se esconde
por entre figuras de linguagem
e encobre seu pesar e emoções.
És aquele que é
sem saber quem, nem porquê.
Simplesmente pernambula
entre o cotidiano e a desrazão,
tentando encontrar no banal
respostas para o ser profundo
que vive dentro de si.
Quem és tu?
Enigma de sentido,
busca de identidade.
És simplesmente
mapa sem território,
céu sem lua,
amor encoberto.
Sem adjetivos, sem razão
sem ponto final.
Caminho em contrução
circundado de emoções:
difusas.
Paola Caumo
28/04/2011
15.4.11
Colóquio secreto
Colóquio secreto
O sapo e a abelhinha
dançaram à luz da chuva.
Ele, animado, pulou para o riacho,
Ela, tímida, entrou num hibisco.
Depois brincaram ao som da lua.
Paola Caumo
15/04/2011
13.4.11
12.4.11
Agradável destino
Sombras de alento
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| Imagem do google |
As frondosas árvores
ficam esperado mansamente
aqueles raios dóceis da manhã
para lhes dar o vigor apaixonado,
secar suas gotas de orvalho,
amadurecer seus benditos frutos
ainda em sementes-promessas.
Depois se esgueiram aqui e ali
protegendo seus suculentos aromas
de um calor mais exacerbado
brisando suas folhas majestosas
presenteando-nos com flores
perfumadas para nosso deleite.
Por fim, nos oferecem sua majestosa
sombra para contemplarmos a alegria
de nos deixar ser protegidos pela
sabedoria da árvore mãe.
12/04/2011
Paola Caumo
Resistência
Natureza acolhedora
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| Imagem do google-direitos reservador |
delicio-me com aroma da gentileza
as árvores virando nuvens
acolchoando minhas faces.
Nos pássaros que ouço
sinto o seu ninho em meu ventre
as mães cuidando do coração
e alimentando meus sentimentos.
Nas pedras que atravessam meu caminho
os mineirais me confortam
fazendo caminhos inimiganáveis
traçando destinos ocultos
No animais selvagens que encontro
Acolhem-me feito mães amorosas
me alimentam de seu leite
e buscam água na fonte
para saciar minha sede de afeto.
A natureza me entende
e me dá o alento que os homens
perderam na dita civilização.
12/04/2011
Paola Caumo
Ação e reação
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| Imagem do google |
“Cortar os pulsos”
é dizer basta a tudo o que nos corrói.
simbolicamente é acabar com
o absurdo da dor provocada
por aqueles que não tem direito
de nos fazer sentir tristes e magoados
por algo que não somos e não merecemos.
“Cortar os pulsos”
é romper as amarras dos sofrimentos
impingidos por pessoas cruéis
que tomam por vingança
a forma de lidar com as próprias feridas.
“Cortar os pulsos” é antes de mais nada
romper o paradigma do coitadismo
e dizer ao mundo foda-se!
Os pulsos permanecem ilesos
mas o íntimo sofre o revés da decepção
e veste uma carapuça de proteção
ante aqueles que não merecem nosso amor.
12/04/2011
Paola Caumo
11.4.11
Receita de poema
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| Imagem do Google |
A quem interessar possa
que leia Pessoa(s),
Marios, Lorca e Carlos.
Transite pela Florbela,
dos Anjos, de Barros, Paz.
Passe na esquina da lua
e saboreie palavras novas.
Depois é só deixar fluir
e, caso nada aconteça,
tire dois versos da cartola
e sorria jasmins.
Paola Caumo
05/04/2011
Rebeldia
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| Imagem do Google |
A cada pedaço de mim que morre
com o punhal da batalha perdida
Sou como um cristal quebrado
e dos cacos faço mosaicos
A cada pedaço de mim que morre
nas desilusões com atos e fatos
Sou como flores do mato
renascendo além dos penhascos
A cada pedaço de mim que morre
pela mão de um ser ausente
Sou como uma presença oculta
em tons de sutil freqüência
A cada pedaço de mim que morre
com a dor de minha criança faminta
Sou pão e fruto proibido
cobrindo as fendas de alento
A cada pedaço de mim que morre
sou fúria, indócil e indomada
Sou luta de causas perdidas
Mas não me entrego, nem morta
Paola Caumo
13.2.11
Descobertas
É hora de ousar:
Descobrir novos caminhos
Se reapaixonar pelo ser humano
Descobrir o belo
nas frestas do cotidiano.
Um sorriso, uma flor,
um desafio lúdico,
no entremeio das horas.
Tempo de reciclar,
pintar novas paisagens,
descobrir novas cores,
agarrar estrelas candentes,
deixar o sol invadir
a derme, a epiderme, a alma.
Feliz vida nova!
Feliz amores repaginados.
Paola Caumo
13/02/2011
27.1.11
Da poesia
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| Imagem do Google |
A poesia nasce solta
Numa tentativa urgente
De libertação das dores
Que afligem a alma.
Já em meio à calmaria,
A poesia se recolhe
Como se, na beleza,
Não houvesse necessidade
De nada dizer:
O próprio deleite é a poesia.
Será o desafio dos poetas
Versejar o contentamento,
A paz de espírito,
O amor sem rimar com dor?
Cabe-nos quebrar o paradigma
Da natural infelicidade do existir
Aceitar que podemos ser felizes
E gritar aos quatro cantos:
Sim. Eu poeto a alegria.
Paola Caumo
27/01/2011
14.11.10
Despedida
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| Imagem do Google |
Não me reconheço
Algo nas marcas da idade
me mostram algo que perdi.
Talvez sejam as dores do caminho,
talvez os sorrisos fartos.
Algo é certo:
Essas marcas não estavam lá.
Depois de muitos olhares
me dou conta que sou eu,
EU MESMA!
No afã da da vida corrida
desapercebi-me da estética:
A estética do tempo.
Inexorável ele penetra de mansinho
na nossa alma, no nosso corpo
em todos nossas brechas.
Então somos isso:
O resultado de nossas vivências,
embora muitas vezes o espelho
teime em nos atualizar a verdade.
Paola Caumo
Encontros e Despedidas (Milton Nascimento)
| Foto: Marcelo Moreira |
Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar quando quero
Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai querer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim chegar e partir
São só dois lados da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro é também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
Milton Nascimento
25.6.10
20.6.10
Pretérito Imperfeito
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