Palavras são um imenso tesouro.
Eu preciso das palavras para poder suportar a realidade.
Não importa o que eu escreva. Importa é limpar minha alma das dores e mágoas que me enchem de morte; ou meu sentimento pleno de vida, de força que me enchem de amor.
Eu sou dual e a minha expressão é o que eu sou. Ora vida, ora morte, ora amor, ora medo.
Quem é que disse que temos que ser perfeitos e escrever apenas as maravilhas da vida?
Preciso tirar os punhais que sufocam meu peito antes que eu sucumba. É a minha força perante a fraqueza. É a minha luta perante a melancolia, a raiva, o não ser.
Clichês? Trivial? Não importa. É o que eu tenho em mim e nem sempre somos originais.
Não sou dona da verdade, mas é a verdade de meus momentos, das minhas mágoas, da minha fragilidade.
E me decepciono quando as pessoas que amo não entendem o que é esse sentir exacerbado, lancinante.
Uma vez fiz um blog que era puro veneno. Que bom que o fiz! Tirei o veneno de mim e depois deletei o blog.
Pior são os venenos que ficam no coração espizinhando as pessoas queridas, sem ao menos terem noção do que estão fazendo. Aqueles sentimentos que estão sempre pairando no dia-a-dia, assombrando os relacionamentos, machucando quem está por perto.
Na vida não existe borracha, não existe esquecimento.
O que existe é elaboração, perdão, compreensão. Mas como compreender o outro sem diálogo, se não sabemos o que passa em sua alma? Impossível. Será sempre considerado fraqueza, falha de caráter, egocentrismo e por aí afora.
As pessoas acham que podem conviver com pequenos machucados, mas ao somaram-se viram uma bola de neve e arrastam quem estiver ao seu lado. E isso é o pior de tudo: o julgamento implacável, sem direito a defesa, sem perguntas, sem interjeições, sem pausas, apenas com pontos finais. Ou aqueles que fazem de conta que ouvem, mas não escutam; que entendem, mas não compreendem. E o que fica? Sua visão fechada e encerrada sobre qualquer coisa.
Sim. As palavras ferem! Mas as palavras também libertam para os que tem coragem de, ao passar o dedo na ferida (sua ou alheia), ter a capacidade de compreender a dor, sem ignorá-la, e assim limpar seu coração.
08/02/2007
Paola Caumo
Essa poesia que me habita, me transforma, me incendia, me acalma! É minha alma em palavras, amor em versos.
8.2.07
28.1.07
24.1.07
Sentires
Na ponta do lápis
um mundo se abre:
formas, cores, palavras.
Sentires, melodias.
Na ponta do teclado
a existência se descortina:
mosaicos de vivências,
espelhos da humanidade.
Na expressão da arte
tudo é possível
mesmo no mais improvável
o coração explode.
24/01/07
Paola Caumo
um mundo se abre:
formas, cores, palavras.
Sentires, melodias.
Na ponta do teclado
a existência se descortina:
mosaicos de vivências,
espelhos da humanidade.
Na expressão da arte
tudo é possível
mesmo no mais improvável
o coração explode.
24/01/07
Paola Caumo
Sons
Um pensamento canta
viaja pelo sentir mutante
Na manhã que pia,
na noite que garla.
Os quadros permanecem imóveis
enquanto o dia gorjeia
Toca uma cantiga de ninar
Hora de apagar a sinfonia:
o silêncio clama.
Paola Caumo
12/01/07
viaja pelo sentir mutante
Na manhã que pia,
na noite que garla.
Os quadros permanecem imóveis
enquanto o dia gorjeia
Toca uma cantiga de ninar
Hora de apagar a sinfonia:
o silêncio clama.
Paola Caumo
12/01/07
Subliminar
Tons de voz, silêncios
Gestos, zombarias
O não dito entre o dito
Inércia.
Arquétipos do inconsciente
Sinais contínuos de
Emoções reprimidas.
No silêncio e nas palavras
a mensagem grita.
Paola Caumo
12/01/07
Gestos, zombarias
O não dito entre o dito
Inércia.
Arquétipos do inconsciente
Sinais contínuos de
Emoções reprimidas.
No silêncio e nas palavras
a mensagem grita.
Paola Caumo
12/01/07
14.1.07
O meu poema
Para Marcelo
Se o poema fosse algo concreto
seria algo como o teu rosto depois do amor:
Pleno, sereno, suave.
Ou algo como tua fome antes de me ter:
Desejo primitivo, paixão desenfreada.
Ou algo como teu corpo enlaçado no meu ao adormecer:
Entregue, enamorado, feliz.
Ou algo como teu riso em nosso estar junto:
Alegre, descontraído, bem humorado.
Ou algo como tua atitude ao me amar:
Carinhosa, cuidadosa, solidária.
Se o poema fosse algo concreto
Teria tua forma e tua face
Tua maneira de amar.
Paola Caumo
01/12/2006
Se o poema fosse algo concreto
seria algo como o teu rosto depois do amor:
Pleno, sereno, suave.
Ou algo como tua fome antes de me ter:
Desejo primitivo, paixão desenfreada.
Ou algo como teu corpo enlaçado no meu ao adormecer:
Entregue, enamorado, feliz.
Ou algo como teu riso em nosso estar junto:
Alegre, descontraído, bem humorado.
Ou algo como tua atitude ao me amar:
Carinhosa, cuidadosa, solidária.
Se o poema fosse algo concreto
Teria tua forma e tua face
Tua maneira de amar.
Paola Caumo
01/12/2006
Pensar-te!
Tão bom nos lembrar
tão meu, tão tua
formas enlaçadas
almas cúmplices.
Tão bom te ter
tão bom te ser
pequenos sóis -
compartilhados.
Paola Caumo
10/01/2007
tão meu, tão tua
formas enlaçadas
almas cúmplices.
Tão bom te ter
tão bom te ser
pequenos sóis -
compartilhados.
Paola Caumo
10/01/2007
20.12.06
Marcelo
(Mar)Celo
Nas tuas ondas
me perco, me delicio:
Navego!
Paola Caumo
Ondas
Selo delícias,
em ti navego:
(Mar)Celo
Paola Caumo
(Mar)Celo
Navego delícias
em tuas ondas:
Me entrego!
Paola Caumo
(Mar)Celo
Em tuas ondas
transpareço delícias:
Navego!
Paola Caumo
Nas tuas ondas
me perco, me delicio:
Navego!
Paola Caumo
Ondas
Selo delícias,
em ti navego:
(Mar)Celo
Paola Caumo
(Mar)Celo
Navego delícias
em tuas ondas:
Me entrego!
Paola Caumo
(Mar)Celo
Em tuas ondas
transpareço delícias:
Navego!
Paola Caumo
6.12.06
Em silêncio
Enquanto minha poesia dorme
teu corpo sacia minha sede
e este amor é tudo o que eu preciso.
Quando o poema acordar
talvez os versos não rimem
mas a alma , com certeza, sorri.
Paola Caumo
06/12/2006
teu corpo sacia minha sede
e este amor é tudo o que eu preciso.
Quando o poema acordar
talvez os versos não rimem
mas a alma , com certeza, sorri.
Paola Caumo
06/12/2006
29.11.06
12.11.06
A(Mar)Celo
O amor floresce em minha alma com todas os matizes e sons perceptíveis apenas para os corações apaixonados.
Aqueles corações que se deixam transpassar pela mágica do outro. Pela ternura de um olhar, na delicadeza de um gesto, na doçura de um beijo. Na simples atitude de se deixar perceber, se permitir ser o que se é, na intimidade de um abraço e na entrega ao fechar os olhos.
O amor pinta minha alma de delicadeza e colore meus dias com sons de bem-te-vis. Na janela de minhas manhãs o despertar é uma brisa de carícias e o sol beija meus cabelos.
Enquanto te olho, com a ternura dos amantes, te sinto meu, entregue aos prazeres da cumplicidade estre(l)ada por nós dois.
As sutilezas de nosso estar junto é que fazem o sentimento crescer a cada momento como um perfume quase imperceptível que fica pairando na infinitude.
E assim são os sorrisos que te ofereço nas horas e minutos que te penso, te saboreio e simplesmente te amo.
11/11/2006
Paola Caumo
Aqueles corações que se deixam transpassar pela mágica do outro. Pela ternura de um olhar, na delicadeza de um gesto, na doçura de um beijo. Na simples atitude de se deixar perceber, se permitir ser o que se é, na intimidade de um abraço e na entrega ao fechar os olhos.
O amor pinta minha alma de delicadeza e colore meus dias com sons de bem-te-vis. Na janela de minhas manhãs o despertar é uma brisa de carícias e o sol beija meus cabelos.
Enquanto te olho, com a ternura dos amantes, te sinto meu, entregue aos prazeres da cumplicidade estre(l)ada por nós dois.
As sutilezas de nosso estar junto é que fazem o sentimento crescer a cada momento como um perfume quase imperceptível que fica pairando na infinitude.
E assim são os sorrisos que te ofereço nas horas e minutos que te penso, te saboreio e simplesmente te amo.
11/11/2006
Paola Caumo
30.10.06
27.10.06
21.10.06
Poesia viva
Com
(partilhar)
alma
Com
(viver)
magia
Congresso de Poesia:
En (CON) tro,
Expressão,
Sintonia.
Na primavera de Bento
Deus sorria!
Paola Caumo
20/10/2006
sobre o XIV Congresso Brasileiro de Poesia
de 2 a 7 10/2006 em Bento Gonçalves/RS
(partilhar)
alma
Com
(viver)
magia
Congresso de Poesia:
En (CON) tro,
Expressão,
Sintonia.
Na primavera de Bento
Deus sorria!
Paola Caumo
20/10/2006
sobre o XIV Congresso Brasileiro de Poesia
de 2 a 7 10/2006 em Bento Gonçalves/RS
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