Essa poesia que me habita, me transforma, me incendia, me acalma! É minha alma em palavras, amor em versos.
18.10.09
Minúcias
Minúcias
Pétalas afagam olhos tristes
de dias cheios de enfado.
Verdades existenciais sentam
em pedras de cotidianos pecados.
Lírios sorriem para a rua
enquanto o homem vai apressado.
São signos paradoxais
vestindo corações desfolhados.
12.10.09
Grito
Grito
No diafragma aberto
o (des)concerto do ar
uma música
que foi deixada
sem letra, sem rumo
suplicando melodia.
Paola Caumo
10.10.09
Poesia é sexo
Poesia é sexo:
Puro!
Êxtase,
erupção,
exaltação!
Desejo,
ousadia,
melodia!
Encontro,
doação,
emoção!
Deleite,
prazer,
vida!
Paola Caumo
Verbo
Feres feito espada
cravada no peito.
Tu, verbo clandestino,
que sem pudores
revela o destino
Maldito, bendito,
consciência do infinito
Não deixas meu sono tranqüilo:
apontas meus desencantos,
com o teu verbo santo
Tu, verbo da glória
e meu profundo grito
Hemorragia de letras
espalhadas em meu ventre
Tu, verbo imoral,
navalha da língua,
verso decisivo
Eu, verbo
e não substantivo
Paola Caumo
cravada no peito.
Tu, verbo clandestino,
que sem pudores
revela o destino
Maldito, bendito,
consciência do infinito
Não deixas meu sono tranqüilo:
apontas meus desencantos,
com o teu verbo santo
Tu, verbo da glória
e meu profundo grito
Hemorragia de letras
espalhadas em meu ventre
Tu, verbo imoral,
navalha da língua,
verso decisivo
Eu, verbo
e não substantivo
Paola Caumo
4.10.09
Momentos
![]() |
imagem do google |
que fosse agora
ou que fosse amanhã
E nesse desejo
fora de hora
perdia a luz de
cada dia de sol
de cada noite estrelada
Antes eu sonhara
que seria feliz
algum dia
Oh, mera fantasia!
Tantos sons nas
cores desse instante
e eu lá
pensando no distante
Mas agora te pego
Momento meu
E te vivo
Te sofro
Te amo
Te dou a alguém
Que amo também
Te somo
ao universo
de meus segundos
e assim
faço meu mundo
Na delicadeza
da brisa
Na velocidade
do som
Te viro ao
avesso
e te remexo
Descubro
teus segredos
que são os meus
Depois...
Depois te guardo
na lembrança
E me entrego
pro teu
instante porvir
que será
então
único
outra vez
Paola Caumo
1.10.09
Federico García Lorca
As seis cordas
Federico García Lorca*
A guitarra
faz soluçar os sonhos.
O soluço das almas
perdidas
foge por sua boca
redonda.
E, assim como a tarântula,
tece uma grande estrela
para caçar suspiros
que bóiam no seu negro
abismo de madeira.
*Federico García Lorca, poeta espanhol , nasceu em 05/06/1898 e partiu em 19/08/1936.
Federico García Lorca*
A guitarra
faz soluçar os sonhos.
O soluço das almas
perdidas
foge por sua boca
redonda.
E, assim como a tarântula,
tece uma grande estrela
para caçar suspiros
que bóiam no seu negro
abismo de madeira.
*Federico García Lorca, poeta espanhol , nasceu em 05/06/1898 e partiu em 19/08/1936.
Assinar:
Postagens (Atom)