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A poesia nasce solta
Numa tentativa urgente
De libertação das dores
Que afligem a alma.
Já em meio à calmaria,
A poesia se recolhe
Como se, na beleza,
Não houvesse necessidade
De nada dizer:
O próprio deleite é a poesia.
Será o desafio dos poetas
Versejar o contentamento,
A paz de espírito,
O amor sem rimar com dor?
Cabe-nos quebrar o paradigma
Da natural infelicidade do existir
Aceitar que podemos ser felizes
E gritar aos quatro cantos:
Sim. Eu poeto a alegria.
Paola Caumo
27/01/2011